Projeto oferece alegria e contraternização a mais de 60 mulheres, no Cave, comandado pelo professor voluntário Azulim
Mais de 60 senhoras, a maioria na terceira idade, se divertem e cuidam da saúde física e mental, todas as terças e quintas com aulas
de dança, das 8h às 9h, ao ar livre, em frente à Casa da Cultura, no Cave, num clima de muita descontraçãoe confraternização, diferente das aulas em ambientes frios – de temperatura e calor humano – das academias fechadas.
Criado pelo professor voluntário Iran Gonçalves Moreira, conhecido como Azulim, 54 anos, o projeto surgiu há 15 anos em Sobradinho II e, desde então, se expandiu para outras regiões e chegou ao Guará há oito meses. Atualmente, mais de 60 mulheres participam ativamente das aulas no Guará.
A proposta da Dança Terapêutica é simples, mas poderosa: incentivar o movimento, promover a socialização e melhorar a qualidade de vida, especialmente para pessoas da terceira idade. “Eu procurava algo que me trouxesse saúde e movimento, e encontrei na dança um grande aliado”, conta Ruth Marques Pereira, 66 anos, que participa do projeto há um ano. “Minha vida física e emocional melhorou
muito”, garante. Para Aílde Barbosa Lima, de 88 anos, a mais velha do grupo, o projeto representa uma verdadeira fonte de vida. “Sempre fui ativa e buscava um espaço onde pudesse me movimentar e me conectar com outras pessoas. Aqui, encontrei acolhimento e novas amizades”, relata. Ela conta que morou em São Paulo por 70 anos, onde praticava atividades físicas, dança e também ginástica e fazia teatro.
“Aqui no Guará e nesse grupo tive muito acolhimento”, completa. Sônia Maria Cardoso, 62 anos, destaca o impacto da dança no controle da fibromialgia. ”
“Faço outras atividades físicas, mas aqui é remédio para a alma, para o corpo e para a mente. Quando venho dançar, nem preciso tomar remédio”. Além de dançar no grupo, Sônia
pratica hidroginástica no Clube da Saúde e atividades físicas no projeto patrocina do pela deputada distrital Dayse Amarílio, na QE 40 do Guará II.
Crescimento
O grupo no Guará começou com sete mulheres e cresceu graças à corrente do bem iniciada por Adriana José da Silva, 59 anos, e sua amiga Viviane. “Conhecemos o professor Iran, que se apresentava na Rua de Lazer em comemoração ao aniversário do Guará em maio do ano passado, e ficamos encantadas com o trabalho dele. No dia seguinte, já estávamos organizando o grupo. Formamos uma cor rente e cada amiga convidada a participar convidava outra e assim fomos crescendo”, relembra Adriana. Para o professor Azulim, que é servidor da Administração Regional do Guará, a dança terapêutica vai muito além do exercício físico. “Criamos esse projeto por que percebemos que muitas mulheres levavam seus filhos para atividades sociais, mas elas mesmas estavam tristes e desmotivadas.
Queríamos oferecer um es paço de alegria, movimento e conexão. No Guará, conseguimos formar um grupo sólido e crescente”, explica.
Começo em Sobradinho
Embora esteja no Guará há um ano, o projeto da dança terapêutica foi cria do em Sobradinho há 15 anos, no projeto social que se chama Azulim também.
“Entendemos que precisavámos fazer algo para as mulheres que levavam seus filhos para os nossos projetos sociais. Elas chegavam muito tristes por causa do sofrimento que passavam.
E aí introduzimos a dança como terapia para acolhê-las melhor”, conta o professor Iran.
Qualquer pessoa pode participar, desde que se disponha a oferecer animação e alegria, segundo o professor Azulim. Embora a maio ria absoluta do grupo seja de mulheres, homem também pode participar.
Não há mensalidade e cada contribue com algum valor para a manutenção do projeto e os custos do professor Azulim.
Quem quiser participar, basta ir à Casa da Cultura, no Cave, às terças e quintas, a partir das 8h, e se inscrever e começar a participar das atividades.
Fonte: Jornal do Guará